27 janeiro 2016

Livro: Meu filho + saudável. Capítulo 1.

Como prometido, vou falar um pouco sobre o livro "Meu Filho + Saudável". Achei incrível a forma como abordam o tema alimentação, além da leitura ser super leve e fácil de entender. Nele encontramos dicas de alimentação, o que os pais devem saber sobre a alimentação dos seus filhos, alimentação na prática, a importância de praticar esportes, ideias de lancheiras, receitas e podendo se divertir junto com os filhos.

Como o livro é grande, vou fazer resumo sobre cada capítulo.



O Dieta e Saúde ajuda milhares de adultos a emagrecer e conquistar uma vida saudável com reeducação alimentar. Agora eles decidiram ir mais longe, unindo pais, educadores e profissionais da saúde para cuidar da infância. Pois é nela que são construídos todos os hábitos alimentares que acompanharão seus filhos pela vida toda.



Capítulo 1 - A psicologia da alimentação.




O que o alimento tem a ver com a psicologia? Nossos hábitos e sentimentos em relação à nossa alimentação estão ligados desde o começo de nossas vidas. A maneira como somos estimulados a experimentar novos sabores, a forma como fomos amamentados, em ambientes calmos ou conturbados, tem uma grande influência em como nos alimentamos hoje.

Uma alimentação saudável na vida de uma criança e o auxilio de um adulto é fundamental. É junto com um adulto que a criança aprenderá a experimentar novos alimentos, a valorizar as horas das refeições e a verbalizar seus sentimentos.

Mas o que seria verbalizar os sentimentos? Qual a relação com a alimentação infantil?

Sempre ouvimos a frase: "eu como demais por causa da ansiedade" ou "estou triste e perdi a fome". O que significa a conexão  que existe entre os nossos sentimentos e a maneira como nos alimentamos.

Os sentimentos despertam sensações corporais e quando não aprendemos a observar e compreender essas sensações acabamos confundindo muitas manifestações emocionais com necessidades fisiológicas.

Se não entendemos nosso lado psicológico, certamente responderemos de maneira errada. Por isso, precisamos ensinar as crianças a se alimentar corretamente e a expressar suas emoções.

Comida não é só comida. Ela pode ter outros significados que vão além da nutrição. Mesmo que a gente não perceba, é comum associar sensações ruins com fome e sensações boas com estômago cheio, gerando confusão na hora de se alimentar.


O ambiente e as horas das refeições também podem afetar os hábitos alimentares. Se as refeições acontecem de forma tranquila, onde existe diálogo entre a família, é provável que a criança associará comida a sensações de prazer. Mas se as refeições for conturbadas, brigas, gritos, pode ser que a criança se sinta mal, se distraia e não queira se alimentar.

Precisamos ficar atentos a todos os sinais que as crianças nos dão. Assim poderemos atender suas necessidades que estão ligadas à alimentação.

Você sabe o que significa comer consciente?

Nos dias de hoje, vivemos em um mundo das tecnologias, não tem tempo para cuidar da saúde ou curtir a natureza. Dessa forma de viver, nos deixa menos consciente das nossas necessidades e afeta na forma como nos alimentamos.

Você sabia que comemos 30% a mais quando estamos na frente da TV, trabalhamos, usamos a internet ou falamos ao telefone?. Isso ocorre porque sem a atenção plena, fica difícil perceber as sensações de fome e saciedade. Por isso é importante ensinar as crianças a comer de maneira consciente.

Precisamos usar nossa atenção para identificar sabores, texturas e mastigar lentamente. É não responder a qualquer sensação procurando comida, diferenciando quando estamos realmente om fome de quando estamos com dificuldades de lidar com algum sentimento.

É necessário fazer as refeições em um ambiente tranquilo, alegre. E isso irá ajudar seu filho a construir uma relação saudável com a comida.

Nessa educação alimentar da criança, um fator muito importante é não classificar seu filho. A criança ainda não tem referências próprias e costuma buscá-las na fala dos pais e das pessoas mais próximas. Se ela escuta que é gordinha ou gulosa, ela se sentirá assim e se assumirá gorda e passará a agir dessa forma. Começa a comer exageradamente, aceita tudo que lhe dão e começa a fazer piada de si mesma.

Por outro lado, quando os pais acreditam que o filho é difícil de comer, ficarão mais tensos na hora das refeições, demostrando medo, irritabilidade e falta de paciência para estimular a criança a experimentar novos sabores. Sempre ouvimos "tentar para que? Se ele não vai comer mesmo?". Sem estímulos, a criança começara a comer cada vez menos, e ficará mais resistente. Devemos ter cuidado ao rotular nossos filhos. A personalidade está em constante transformação, mesmo que depois de adulto.  Por isso, ao invés de falar "eu sou assim", diga "eu estou assim".

Não pense que seu filho é guloso ou chato para comer, ele apenas está assim nesse momento e com sua ajuda, ele poderá mudar.

Abaixo podemos distinguir os sentimentos dos alimentos:


  • Tristeza: quando buscamos na comida o aconchego e a proteção;
  • Ansiedade: quando comemos para suportar a falta de controle diante da vida;
  • Raiva: quando a comida ajuda a engolir a vontade de reagir;
  • Euforia: quando a aceleração toma conta da boca;
  • Frustração: quando a comida compensa aquilo que a vida não me deu.
Por isso, estimule seus filhos a experimentar novos sabores, façam as refeições em ambientes tranquilos, sempre deixe as frutas, verduras ao alcance dos filhos. Entendo que não é fácil na prática, pois por muitas vezes nos falta paciência ou estamos tão cansados para tentar ser mais criativos. Mas não desista! Nossas crianças precisam de nós. As super mães-chefes!

Na próxima semana tem resumo do segundo capítulo! Fiquem ligados.




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