15 setembro 2015

Mãe de Prematuro - Meu relato!

Sou mãe de prematuro...



Minha gestação foi super tranquila, comia de tudo {quando conseguia - enjôos fortíssimos}, e sem sustos, até 33 semanas.

Com 33 semanas fizemos uma Ultra de rotina, e o médico não conseguia ver e medir Heitor. Ele estava em uma posição que nem ele sabia descrever. Diante disso, tivemos que fazer um outro exame {transvaginal}. O exame mal iniciou e o médico se assustou, pois Heitor estava mais que encaixado e meu colo do útero estava MEGA fino para aquela semana de gestação. Estranho... 33 semanas o bebê de cabeça para baixo e "quase saindo".

Ele me fez algumas perguntas: Está tendo contrações? Sim! De quanto em quanto tempo? 1h em 1h. E eu ainda acrescentei: Dr. as vezes eu sinto que ele vai sair. É uma pressão forte para baixo, que a minha reação era fechar as pernas como se ele fosse sair mesmo. E eu sentia isso todo tempo.

Com toda análise, ele pediu para ligar imediatamente para meu Obstetra {eram amigos}, contar sobre a ultrassom e assim iniciar remédios para contrações, segurar o colo do útero e o mais importante: para que não ter um parto e bebê prematuro. 

Tive que ficar de repouso absoluto e nem passar a mão na barriga, pois estimulava o bebê e ele descia mais. Foi difícil ficar em repouso {e não passar a mão na barriga}, e eu fiquei muito tensa e com medo. Meu obstetra me examinava 2x por semana e sempre estava em contato. Conseguimos segurar duas semanas e com 35 semanas, domingo, próximo das 22h fui sentar na cama e senti algo diferente. Era meu tampão que tinha saído.

Eu não sabia o que fazer. Fico feliz? Triste? Choro? Ligo para o médico? Corro? 1º me acalmei, 2º chamei meu marido e 3º ligamos para o médico. Ele pediu para ficar calma que iria dar tudo certo e ir para a Maternidade que a obstetra de plantão iria me atender e eles ficariam em contato para saber o que faríamos.

Desliguei o telefone! Falei com meu marido, ele mais branco que um fantasma, disse que não era nada {aham Claudia} e resolveu que não íamos levar as malas, porque era só um susto.

No meio do caminho comecei a sentir contrações fortes e com muita dor. Fui marcando o tempo de uma contração para a outra como o médico tinha pedido e quando chegou em 8 em 8 minutos eu tinha a certeza que meu filho iria nascer naquele dia.

Chegamos na maternidade... Não tinha uma alma na recepção. Meio do feriado prolongado, todo mundo com samba no pé e não na maternidade. Fui direto ser examinada e batata, estava com "dinâmica" {contrações constante}. Fui levada para um quarto onde fiz um exame para ver os batimentos do bebê. Enquanto isso, Heitor fazendo a festa na minha barriga. Não parava de se mexer. Era chute para lá chute pra cá. Tanto que não conseguíamos concluir o exame.

A plantonista passou tudo para meu obstetra e ele foi até a maternidade. Nesse meio tempo fui para um outro quarto ficar em observação, meu marido preencheu uma ficha e foi para o quarto ficar comigo.

Quando ele chegou no quarto, me disse que quem preenche essa ficha é porque já vai ficar na maternidade... Viiiiiishi, minhas contrações foram de 8 para 5-4 minutos. Eu não sabia se eu me concentrava na dor ou gritava por não ter trazido a mala. Optei por me concentrar, a dor era maior que a raiva.

Meu obstetra chegou, tentou me acalmar porque viu a PILHA de nervos+medo+medo que eu estava, me examinou e disse: É AGORA! 4 dedos de dilatação, contrações constante, não vamos conseguir postergar. Vou para a sala de cirurgia preparar, a enfermeira vai te trazer a roupa e vamos dar as boas vindas ao Heitor.

Noooooossa, meu marido levantou da cadeira e quase caiu duro. Não sabia se andava ou se ia ao banheiro porque deu dor de barriga. Mas ele preferiu ir para casa pegar a mala {agora ele se importou com a mala}. Mas o obstetra disse que era coisa rápida e já íamos para a sala de cirurgia.

Me troquei, a enfermeira arrumou uma calça para meu marido {sim ele foi de bermuda} e fomos para o centro cirúrgico. Lá o anestesista conversou comigo, tentou {ele tentou} me acalmar, porque eu simplesmente não estava tremendo. Minhas pernas pulavam gente, sério! Disse que a anestesia poderia dar uma pequena reação {tipo coceira}, me explicou todo procedimento, onde seria a anestesia, que em poucos minutos eu não sentiria nada do quadril para baixo. Enfim, tomei a anestesia, e toda a tremedeira passou para ps braços. Tanto que meu marido durante o parto segurou meu braço se não ele saia andando pela sala.

O anestesista viu que a cada minuto que passava eu ficava mais tensa e ficou conversando comigo. Após alguns minutos, meu marido entrou na sala e meu obstetra também me explicou como seria o procedimento e iniciamos a cesárea.

Foram 50 minutos mais demorado da minha vida! Mas que foi aliviado quando ouvi o choro do meu Heitor. Dali em diante eu pude respirar novamente {e normalmente}.

Às 2:10 da manhã, Segunda-feira de Carnaval, nasceu meu menino, com 44cm, pesando 2.400. Pequeno, magrinho, mas forte aos olhos do mundo. Suas notas Apgar foram 8-9, já veio dar um cheiro na mamãe. 

Uma cena que eu NUNCA vou esquecer na vida foi quando a enfermeira o trouxe para perto e quando ela encostou sua bochecha na minha, ele parou de chorar e ficou ali ouvindo a minha voz, como se existisse só nós dois. Para mim, o mundo parou naquele instante. Que sensação indescritível!

Após esses minutinhos bochecha com bochecha, o levaram para fazer exames, eu fui para a sala de pós cirurgia e meu marido para casa pegar a bendita mala {a se eu fosse para o quarto e a mala não estivesse lá}.

Às 6h fui para o quarto, meu marido já estava lá {com a mala} e em seguida nosso príncipe chegou. Enchendo nossos corações de alegria e mais amor.

Ficamos por um longo, looongo tempo olhando para Heitor. Como se o tempo ali tivesse parado.

Dou graças e agradeço todos os dias a Deus por não ter passado por uma UTI. Sim sou mãe de prematuro {35 semanas} mas não precisamos de ajuda para respirar/alimentar. Meu menino dentro da barriga, nasceu na hora que ele achava melhor, em seu tempo. E com uma saúde que todos admiram.

Um detalhe que não contei: no dia que fui fazer a ultra de rotina, marcava que eu estava naquela semana com 32+3 dias {semanas/dias}. Assim quando Heitor nasceu, nós achamos que eu estava com 36+3. Só que a ultra tem um erro, sendo 1 semana a menos ou 1 semana a mais de gestação. E no dia seguinte meu obstetra foi me visitar e disse que após o nascimento, eles fazem todo um exame no bebê onde podemos falar com certeza a idade gestacional. Então pelas medidas da cabeça, braços, pernas, pé mostrava que na verdade eu não estava com 36 semanas e sim 35! Um susto, mas que passou! Pois meu filho estava ali, bem, com saúde.

Engraçado que TODAS as medidas de Heitor nas ultras davam uma semana a menos. E realmente era.

Eu sempre quis compartilhar como foi meu parto e finalmente consegui escrever da forma mais clara e aberta possível. Queria que vocês leitoras se sentissem ali comigo e que eu pudesse passar todo esse amor que eu senti para vocês. Que a gente já se sente e já somos mães desde o teste de gravidez, independente qual tipo de parto. É desse dia em diante que vemos como somos capazes de gerar uma vida dentro de nós. Sentir esse amor, a gente só consegue sentir quando olhamos pela primeira vez naqueles olhinhos. Eu fiquei encantada com a nova vida que começava bem ali diante dos meus olhos. É dali em diante que todos os dias, seriam dias importantes!

Grande beijo a todas! E se gostaram, comentem lá no Instagram e conte sua história!

4 comentários:

  1. Oi Juliana. Porque não foi parto normal? Estava com dilatação e contrações. Você que não quis? Ou havia algum risco para p Heitor?

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    1. Oi Patricia!!!! Eu optei pela cesárea. Não tinha risco, estava tudo bem graças a Deus. Beijos!!!

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  2. Oi Juliana. Porque não foi parto normal? Estava com dilatação e contrações. Você que não quis? Ou havia algum risco para p Heitor?

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  3. Oi Juliana. Porque não foi parto normal? Estava com dilatação e contrações. Você que não quis? Ou havia algum risco para p Heitor?

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