17 julho 2015

Eu escolhi a cesária... e fui muito feliz!

Há muito tempo queria falar sobre um assunto que gera muita polêmica no Mundo Materno e até discussões banais por cada um ter sua opinião.

Parto! Não os tipos, e sim sobre o meu parto. Pensei mil vezes antes de escrever sobre esse assunto, pois sei que surgirão julgamentos, já que é muito mais fácil atirar uma pedra, do que respeitar a minha escolha.

Como uma mãe de primeira viagem, tive muitos medos, e o parto foi o maior deles. Quando descobri que estava grávida, eu queria muito o parto normal, por saber que seria bom para mim e para o bebê. Li livros sobre PN, assisti programas, mas parece que foi alimentando ainda mais esse meu medo. Realmente eu não tive um preparo como muitas mães tem, com Consultoras e Doulas. Não tinha esse conhecimento na época, pois Maternidade era um assunto novo na minha vida. Pode ser que esse medo passasse se eu tivesse apoio de profissionais, mas como bem me conheço, eu não teria estrutura para um PN. E não estando confiante, eu não iria fazer!

Todas nós sabemos claramente que o Parto Normal é o melhor para o bebê e para a mãe, isso nunca questionei, e entendo que o corpo da mulher está preparado para essas transformações. Mas como já disse meu Obstetra, não adianta você escolher um tipo de parto porque todo mundo está te falando que é melhor para você. Todos nós sabemos que é. Mas o que você realmente quer? O que te deixará mais confortável e confiante? Não adianta optar pelo PN, insegura e transformar esse momento frustrante, já que esse é um momento de emoção para a mãe. Meu médico foi super parceiro comigo e com meu marido, explicou todo procedimento de um PN e uma cesariana, tentou me convencer de um PN, mas também enxergou que essa não era minha escolha e que tão fácil seria me fazer mudar de ideia. Por isso respeitou a minha decisão e disse que se na hora eu mudasse de ideia, ele faria um PN.

Então optei pela cesária e com isso já sabia tudo que viria pela frente. Dores, corte e tempo de recuperação. Não quis com dia e hora marcada. Queria deixar a bolsa estourar ou algum sinal que Heitor estaria pronto para nascer, no seu tempo.

Minha gestação foi ótima até as 33 semanas. Depois disso só sustos. Nessa semana fui fazer uma ultra de rotina e o médico não conseguia ver Heitor, ele estava em uma posição que ninguém sabia qual era, meu colo do útero estava muito fino em relação aquela idade gestacional e já tinha dois dedos de dilatação. Heitor estava mais do que encaixado, que eu tinha sensação dele saindo, eu até fechava as pernas. No dia seguinte comecei a ter contrações fortes e constantes de 1 em 1 hora. Não podia passar a mão na barriga pois estimulava o bebê. Tive que ficar de repouso absoluto (somente para ir ao banheiro). Tomei remédios para controlar as contrações, e segurar o parto o quanto conseguisse.
faça a sua escolha e siga. 
Com esse imprevisto e susto no final da gestação, tive que ser examinada 2-3 vezes por semana e tivemos que marcar minha cesárea para dia 17 de Março quando chegaria a 38 semanas, mas com as contrações cada vez maiores e com dores, passamos para dia 10 de Março, mas meu tampão saiu seguido das contrações fortíssimas e Heitor por sua vontade nasceu dia 03 de Março, Segunda-feira de carnaval, com 44cm, pesando 2.400. Lindo!

Heitor nasceu saudável mesmo prematuro, notas 8-9 Apgar, foi comigo para o quarto, primeiro instante já mamou e depois de 5 dias já viemos para casa (teve icterícia - precisou tomar banho de luz por 1 dia e meio) e meu pós parto foi ótimo e não me arrependo de nada. 

Isso não me fará "menos mãe" e também nunca me atingiu quando alguém vem com indiretas. É feio julgar uma mãe, ainda mais se você também for mãe. Bonito é ter respeito pela escolha do próximo, seja qual for.

Parto é uma escolha muito particular, não será marido, mãe, avó e médico que irão falar o que você tem que escolher porque é melhor. Melhor é o que te deixa feliz independente da via de parto, não vai deixar de ser um momento único em que vamos lembrar pelo resto de nossas vidas.

Não estou levantando a bandeira da Cesárea. Cada uma sabe seu limite. O que não podemos é ser radicais. Com ou sem medo eu optei pela cesariana. Eu simplesmente tive medo e quis pular a parte da dor, porque sei que não aguentaria. Mas não outros tipos de parto.

E sim, pode ser que se eu tivesse ajuda profissional eu teria conseguido um PN e quem sabe no meu próximo filho eu me prepare e consiga.

Esse é o meu relato e minha mensagem final é que a escolha é SUA. Se quer mesmo ter um PN, estude e procure ajuda, não tenha vergonha. Se quer cesária, não dê ouvidos aos outros e siga com sua escolha. Porque se você quer um PN vão falar que é coisa de índio, antigo. Se escolher cesária é um risco, e que é menos mãe. Nós realmente nunca vamos agradar todo mundo!

Grande beijo,

Juliana Utiike.

2 comentários:

  1. muito interessante esse seu post, alem de muito bem escrito. Obrigada por compartilhar, ja ajudou uma gravidinha aqui que não sabe o que fazer!

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  2. muito interessante esse seu post, alem de muito bem escrito. Obrigada por compartilhar, ja ajudou uma gravidinha aqui que não sabe o que fazer!

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