26 maio 2015

Cama Compartilhada! E agora?

Cama compartilhada é um assunto muito polêmico, pois muitos são contra e muitos a favor. O principal motivo das pessoas serem contras é a segurança, pois algumas pesquisas já mostraram que o risco de morte súbita, asfixia, sufocamento.

Segundo a Patricia Dias, Consultora de sono materno-infantil, para se praticar cama compartilhada, existem algumas regras de segurança que devem ser seguidas para evitar algum risco.
Compartilhada somente de manhã e de noite até pegar no sono!


De acordo com o Dr. Harvey Karp, compartilhar a cama é algo tão antigo quanto a História. Desde os primeiros dias da humanidade, pais e bebês têm dormido juntos por questão de proteção, calor e conveniência.



As vantagens da cama compartilhada:


  • Ajuda a melhorar o sono e facilita a amamentação;
  • Melhorar o sono: Como o ciclo dos bebês é muito curto (cerca de 45 minutos), ele acorda nas fases de transição entre um ciclo e o outro. Com o bebê ao lado da mãe, ela percebe quando o bebê vai acordar e o ajuda a voltar a dormir, sem que ele acorde, resmungue, chore e muitas vezes desperte.
  • Facilitar a amamentação: Nos primeiros 6 meses de vida quando o bebê deve se alimentar exclusivamente de leite materno e sob demanda, essa proximidade com o bebê facilita a amamentação, pois a mãe a ouvir o bebê já estará disponível para amamentá-lo, sem precisar levantar para ir para o outro quarto e muitas vezes esperar o bebê chorar.
Muitos bebês precisam sentir o cheiro, o toque, a respiração da mãe, para se sentirem tranquilos, e a proximidade com a mãe deixa-os mais calmos e seguros para dormirem e quando acordarem não se sentirão sozinhos.

Para os pais que não gostam de compartilhar a cama, uma ótima opção são os berços portáteis, carrinho de passeio. Dessa forma o bebê estará em seu espaço, sem risco de sufocamento e continuará próximo dos pais.

Desde que chegamos em casa da Maternidade, Heitor dorme conosco no quarto. Nas primeiras semanas Heitor dormiu no carrinho de passeio, pois como um bebê prematuro, o Berço portátil parecia uma cama King Size, e ele se mexia muito, isso fazia com que ele se se sentisse "perdido" e chorava. Aos seus 2 meses não tinha mais condições de deixa-ló no carrinho, pois podia cair e já viu. Então partimos para o berço portátil que ficou ao lado da nossa cama. Colocamos dois rolinhos em volta dele, assim se ele abrisse os braços, perceberia algo que o pudesse confortar. Ele cresceu, completou 1 ano e ai começou a dormir na nossa cama até pegar no sono. Mas também pegou no sono, o colocamos na cama dele, no quarto dele.

Papai aqui, pagou a língua grande. Pois dizia que cama compartilhada NUNCA! (Pai também paga a língua tá!).

Lógico que o risco é muito grande e que todo cuidado ainda é pouco. Esse é e foi um dos maiores medos do papai, por isso ele falava nunca.

Aqui em casa nem se eu quisesse compartilhar a cama com o Heitor seria possível. Ele se mexe demais, me chuta, dorme em cima de mim (do papai ele nem encosta) e acabo dormindo super mal, torta e amanheço toda cheia de dor. Compartilhar a cama com o papai que se mexe demais, já é muito para mim (RS-RS-RS...RS)

Eu entendo quem divide a cama, Pois nosso cansaço é tão grande, que chega no final do dia, optamos pelo o que for mais fácil. Alguns pais dividem a cama sem problema nenhum, outros acabam se rendendo ou apenas gostam de ter suas crias pertinho.

Cheio da pose até para dormir!


Por ai, o que vocês preferem e seguem?

Participação Patricia Dias

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